sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

O SUICÍDIO

Nick Drake

Ian Curtis

Kurt Cobain

O único problema filosófico realmente sério, segundo Camus, é o do suicídio. Ele é uma negação de si mesmo ou uma afirmação radical do ego?
Segundo René Crevel, a inteligência incita ao suicídio. Começar a pensar é começar a ser consumido.

Os que matam uma mulher e depois se suicidam deveriam mudar o sistema, suicidando-se antes...

Pesquisas mostram que 13% das pessoas que cometem suicídio o fazem em consequência do abuso de álcool e drogas.

Os jovens morrem principalmente de causas violentas e o suicídio é a terceira causa de morte entre os adolescentes. Para cada suicídio de adolescentes, existem dez tentativas. As moças tentam o suicídio três vezes mais que os rapazes, mas eles alcançam a morte com mais frequência e utilizam métodos mais violentos.

Por que algumas pessoas parecem tão felizes justo antes de se matar? Talvez por terem encontrado a solução final para seus problemas. Suicídio torna-se uma alternativa racional, especialmente se a pessoa é vítima de depressão, solidão, doença incurável ou sofrimento agudo.

Não é intrigante pensar que daqui a cem anos todas as pessoas que conhecemos provavelmente estarão mortas e esquecidas? O essencial não é viver, mas viver bem.

Acima alguns músicos suicidas, consumidos pela inexplicável melancolia criativa, mas há muitos outros nas mais diversas artes.

Este texto foi inspirado pelo Tom, poe e escritor de Minas Gerais que ainda está bem vivo e cultiva este blog:


http://www.paredesteto.blogspot.com/


quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

POGOBOL ARTE E MÍDIA

domingo, 10 de janeiro de 2010

RESISTÊNCIA CULTURAL


Sinto orgulho em participar de um evento como este, feito por gente jovem, de forma independente, em clima de guerrilha cultural. Estou em ótima companhia, no meio de todos esses artistas. Na mostra vão ser exibidos meus vídeos:

1 – Antitemplo (1,34 m.)

2 – Vampiro (4,21 m.)

3 – Caligari (6 minutos)

4 – Necronomicon (15,2 m.)

5 – Um Dia Perfeito (3,11 m.)

6 – A Cela (6,45 m.)

7 – Conto de Sangue (8,27 m.)

domingo, 27 de dezembro de 2009

A CRÍTICA EM ESTADO CRÍTICO


Certa vez um crítico de música foi questionado durante uma palestra: “Por que você só faz elogios às bandas nas suas críticas?” Ele respondeu que, tendo um espaço em jornal para escrever o que quisesse, não ia desperdiçá-lo falando mal de uma banda. O que ele quis dizer é que valia mais falar de coisas boas do que das ruins. Isso serve para o teatro, também, onde a crítica nos jornais de Belém beira a ofensa. É perfeitamente razoável falar diretamente ao artista que você não gostou do espetáculo, mas se dar ao trabalho de publicar isso, elaborar um texto, usar um espaço caro e raro como o da imprensa local apenas para dizer o pior não serve para quem escreve, nem para o artista, para os leitores, possíveis espectadores ou para a arte como um todo. Esse tipo de crítica destrutiva – e muitas vezes burra, feita de resenhas, clichês e semi-analfabetismo – não ajuda ninguém, só cria câncer. É a crítica em estado crítico. Mas será possível ainda encontrar pessoas com a formação necessária para exercitar uma crítica construtiva, de alto nível? Em Belém?...


sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

ARTAUD E O DEVIR LIBERTÁRIO


Antonin Artaud era o único libertário dentre os surrealistas. O surrealismo, na figura de seus representantes, era autoritário, simpatizava com monarquias e fascismos. Eles pareciam buscar uma ordem para conter o caos que representavam nas linguagens em que trabalhavam. Eram aristocratas, ora de direita, ora de esquerda, mas sempre simpáticos ao comando. Artaud, não. Ele admitia as próprias singularidades, subjetividades e idiossincrasias, buscando uma transcendência. Não queria um comando, queria um devir, por isso se voltava para outras culturas, consideradas “inferiores” na Europa do início do século 20. Artaud radicalizava. Seu desregramento não era fingido, racionalizado, mas vívido e vivenciado na própria carne. Ousando desconstruir-se, livrar-se das frágeis certezas moralistas que originaram a Primeira Guerra Mundial, ele ousava/usava a si mesmo como instrumento de sua arte, desnudando-se até os ossos. Nada mais coerente que chamar seu método de Teatro da Crueldade: numa época de extremos, onde se preparava uma nova guerra (da qual ele seria uma das vítimas, sobrevivendo como um espectro de si mesmo, mas ainda poderoso), seu Teatro torna-se um espelho desse absurdo; sua maior representação, o grito.

Em quê Artaud estaria trabalhando hoje? Talvez ele se interessasse pelo fenômeno das tribos urbanas, com seus emos, grunges, punks, hippies e rockers surgidos desde 1955. Talvez ele trabalhasse essa alteridade, tão diferente de sua época de conformismo e uniformização, colarinhos e gravatas. Talvez ficasse impressionado com piercings, tatuagens, cortes de cabelo, danças tribais da juventude em suas diversas épocas. Não é à toa que Artaud parece (e é, de fato) tão moderno. Ele estava uns trinta anos à sua frente, misto de cientista, bruxo, alquimista, gênio e louco. Um contemporâneo do futuro, de um mundo ainda mais caótico e neurótico, mas ao mesmo tempo rico em possibilidades. E talvez seu Teatro da Crueldade pudesse, sim, ter outro nome que apontasse transformações, renascimentos, descobertas: Devir.


sexta-feira, 27 de novembro de 2009

ANTIFILMES


Aqui
um pouco das gravações dos dois novos vídeos experimentais da antifilmes produções.

SUSPEITA
Thati Jordison, Marcelo Marat e Flavio Ramos.

FACES
Anderson Arke, Ana Seixas, Marcelo Marat e Ângela do Céo.



sábado, 14 de novembro de 2009

REDES DE RELACIONAMENTO


Ela abandonou o msn pelo twitter, onde ele reencontrou seu primeiro amor. Saiu para comprar teste de gravidez para a amiga e estava tão nervosa quanto se fosse para ela própria. Outro tentou terminar uma mal passada inimizade adicionando o desafeto no Orkut, mas foi rejeitado. No facebook elas só conversavam em inglês. Seu espaço era o myspace, com suas bem cuidadas listas de músicas. A crônica moderna de 140 caracteres ganhava mais corpo no blog que ninguém visitava, apesar dos pedidos insistentes. Poesia virtual. Poesia eletrônica. Poesia fria para olhos mecânicos. Uma nova imagem para o fotolog, um novo sorriso para o flickr. Olhos cansados. Ilhas de solidão. Mais um contato bloqueado. Mais uma noite em claro. Olhou para a porta, arriscou-se a sair. Ouça o chamado: alguém está pedindo sua atenção...